Medos

Muitos adultos são atormentados por medos que decorrem das experiências da infância. Medo de um adulto ao falar em público pode ser o resultado de constrangimento na frente de colegas de muitos anos antes. É importante que os pais reconhecem e identifiquem os sinais das crianças para que os medos não atrapalhem o desenvolvimento saudável a longo prazo.

Todas as pessoas, desde a infância ate à idade adulta, experienciam situações que provocam ansiedade, receio ou medo. Sentir-se ansioso ou com medo em determinada medida é normal. Este aspeto é particularmente importante nas crianças, dado que fornece estratégias e competências importantes de resolução de problemas que serão úteis durante a sua vida.

O medo é a resposta natural do organismo a um estímulo que é interpretado como uma ameaça ao bem-estar e segurança. Esta resposta inclui aspetos cognitivos, afetivos, fisiológicos e comportamentais. Ao nível cognitivo, a situação ou estímulo é construído e interpretado como ameaçador ou perigoso. A nível afetivo, estão frequentemente presentes sentimentos de apreensão e tensão. No sistema fisiológico, ocorre uma ativação do sistema nervoso autónomo (sistema nervoso simpático) no qual o organismo é preparado para responder a situações de stress, como a reação de lutar e enfrentar ou, por outro lado, fugir do perigo. Manifesta-se no comportamento, através de uma postura mais agressiva e confrontativa ou evitamento e fuga. A forma como a família lida com a criança é central no desenvolvimento, manutenção ou extinção do medo.

Não culpabilizar a criança por ter medo
Abordar a criança de uma forma tranquila e apoiante acerca do que a aflige
Promover a expressão de sentimentos
Evitar comparações com outras crianças e/ou irmãos
Não forçar a criança a enfrentar os medos (ex. se tem medo do escuro, não forçar a criança a permanecer fechada num quarto sem luz)
Escrever os medos da criança e criar um plano sobre como vencê-los
Ajudar a criança a identificar os medos adotando uma postura apoiante.

Se estes episódios são isolados, não devemos torná-los mais significativos do que na realidade são, no entanto, se passar a existir um padrão que é persistente e muito intenso, é necessário procurar apoio psicológico especializado.